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MT terá mobilização para estimular doação de medula óssea Imprimir E-mail
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Escrito por Rafaella dos Santos Aires   
Qua, 01 de julho de 2009 15:39


 

Agora é lei. De 14 a 21 de dezembro a população de Mato Grosso terá que receber informações sobre a importância da doação da medula óssea. A lei 1963, de autoria do deputado Nilson Santos (PMDB), foi publicada no Diário Oficial do dia 26 de junho.

 

O parlamentar afirma que a mobilização é será usada para desenvolver atividades de esclarecimento e de incentivo à doação de medula óssea e à captação de doadores. “Nosso foco é o esclarecimento e a mobilização do doador voluntário, cuja compatibilidade sangüínea permita doar medula óssea em vida, sem prejuízo à sua saúde”, observou Nilson Santos.

 

Ele lembrou que o transplante de medula óssea é indicado para pacientes que sofrem de leucemia, linfomas, anemias graves e imunodeficiências congênitas, além de outras 70 doenças relacionadas aos sistemas sangüíneo e imunológico.

 

Ainda de acordo com o projeto, os eventos anuais serão motivados por atividades e campanhas publicitárias envolvendo órgãos públicos e entidades privadas no estado. O principal foco é informar e orientar sobre os procedimentos para o cadastro de doadores, sobre a importância da doação de medula óssea para salvar vidas e, ainda, sobre o armazenamento de dados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

 

Nos últimos anos, o Legislativo mato-grossense criou e desenvolveu ações relacionadas ao assunto. Em dezembro de 2007, o governo sancionou a Lei nº 8.787/ de 27.12.07, que instituiu o Programa Estadual de Incentivo à Doação de Medula Óssea e Sangue do Cordão Umbilical e Placentário.

 

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso também saiu à frente como o primeiro órgão público a realizar uma campanha de doação de medula óssea, por meio do Programa QualiVida. O trabalho foi coordenado pelo Planejamento Estratégico e executado pela Secretaria de Recursos Humanos da Casa, em parceria com o Hemocentro de Mato Grosso.

 

Graças a uma campanha liderada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) em parceria com os hemocentros estaduais, várias empresas e instituições no Brasil, a partir de junho de 2004, foi possível aumentar o registro brasileiro de doadores que, em 2003, só oferecia 11% do material utilizado para os transplantes.

 

De 2004 a 2007, o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), coordenado pelo Inca, teve crescimento de 545% no número de doações. Em números absolutos isso corresponde a um avanço de 60 mil cadastros para quase 400 mil. Só de leucemias, o Brasil já tem mais de dez mil casos por ano, segundo dados do Inca.

 

“Inspiro-me no drama de milhares de pessoas de todas as raças, credos e posições sociais, que enfrentam dificuldades de encontrar doador no círculo familiar ou mesmo no Brasil. Há doenças cuja principal dificuldade é a ausência de solidariedade. Por isso, neste caso, quanto maior o número de voluntários, mais fácil será encontrar um doador compatível e, assim, salvar vidas”, concluiu Nilson Santos.

 

Fonte: Circuito Mato Grosso/ www.circuitomt.com.br

 

Última atualização ( Qua, 01 de julho de 2009 15:45 )